Ballet Romântico

O Ballet Romântico é definido inicialmente como um balé mais suave e com conotação romântica, um movimento ligado a arte e literatura dos mais antigos e que se consolidaram mais cedo na história do Balé.

O balé romântico buscava através da técnica a expressão, a fluidez do corpo e do movimento. Temos como característica dele a idealização do amor, a elevação do espírito, a divisão entre Vivos X Espíritos. No balé romântico encontramos a mulher idealizada, etérea, inacessível, inalcançável. Usavam a sapatilha de ponta como instrumento técnico que deixava a mulher mais leve e mais expressiva. Tinha cenários sombrios e camponeses idealizados. A grande parte dos balés românticos era composta por dois atos, um em um mundo real e o outro no mundo espiritual que se chamava ato branco.
Esse tipo de dança tornou-se notório na época devido o movimento literários romântico que acontecia em boa parte da Europa na primeira metade do século XIV. Os balés que seguem a linha do romântico pregam a magia e a delicadeza. Nesses ballets se usavam os chamados tutus românticos, saias mais longas que o tutu prato. São geralmente floridas lembrando moças do campo.1

O auge do balé no século XV foi em um evento organizado por Balthasar del Beaujoyeulx chamado Ballet comique de la Reine que durava cinco horas e tinha carros alegóricos. Luís XIV criou as duas escolas: a de balé e a de música que tinha como diretor Jean Baptiste Lully. Jean Bapsiste em Cartas sobre Dança propunha que a dança poderia sozinha fazer a função de todos as outras artes, ele também organizou as 5 posições do balé.

Alguns exemplos de Balé românticos:
Giselle - 1841, um símbolo do romantismo.Coreografia de Jean Coralli e Jules Perrot , Balletto in dua athidi, música de Adolphe Adam e o autor do roteiro éThéophile Gautier. Mostra como temática o amor e tem uma idealização de camponeses. Usando pontas tem gestos de sofrimento amoroso e expressividade no rosto. Usam o tutu romântico e contém o ato branco. Apresenta a disputa do príncipe e os guardas. Giselle é encontrada como a mulher inalcançável.
La sylphides - 1832, Philippe Taghione.

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