O papel dos meus pais na minha vida bailarinística!

Minha mãe e meu pai são os grandes responsáveis pelo ballet fazer parte da minha vida!





Minha mãe, sempre muito envolvida, foi  ela que me colocou no ballet. E sempre procurou o melhor, então ia mudando de academia, buscando o que ela achava melhor pra mim, dentro do que era possível pagar. Porque o ballet é caro, na minha época, acho que era mais do que hoje.

Ela sempre me acompanhou. A cada aula, a cada ensaio. Pra vocês terem uma ideia maior, durante 6 anos eu fui todos os dias de Osasco para o Centro de São Paulo e ela me acompanhou todos os dias! É muito incentivo. Sair de cada todo dia apenas para ir junto. É muito cuidado.
Ela aguentou cada estresse meu, vivenciou de perto todas as minhas dificuldades. Quantas vezes tudo isso foi descontado nela, tadinha. As minhas decepções, os meus ódios, as minhas tristezas. Quantas vezes eu saí do ballet sentindo tudo isso e acaba sem paciência com ela, que era a minha principal companheira.

Quantas vezes também eu quis desistir. Era muito pesado pra mim, cansativo, tecnicamente difícil. Mas ela me fazia repensar em tudo que eu já tinha passado para estar ali e que eu podia concluir um ciclo e ser uma bailarina. Ela ficou muito triste quando eu decidi fazer uma faculdade que fugisse da dança. (Sim, eu fugi e depois vou contar como e porque para vocês). Queria dançar, mas não queria viver coma cobrança exigida pelo ballet se ele fosse minha profissão.

Ela também costurava minhas coisas (faz isso até hoje); improvisava minhas roupas. Nem sempre era possível comprar tudo que eu precisava e que todas as meninas tinham.
Aí entra também meu pai. Ele trabalhou muito para conseguir manter minhas despesas bailarinísticas. 

Por sorte estudei numa escola de ballet municipal, porém, as roupas, os figurinos, os espetáculos, cursos extras, comida, transporte, tudo isso precisava ser pago. E como o ballet era diário, os custos se tornavam maiores.

Ele também nunca hesitou em me levar ou buscar quando e onde fosse possível. Estou falando no passado, mas isso ainda é atual. Antes de casar, ele me levava e buscava em trabalhos profissionais, ensaios, para dar aulas. Minha mãe também, não bastasse tudo que fazia, ainda coloquei ela para ir comigo comprar tecido, tirar medida, desenhar e costurar (de graça) roupas das minhas alunas!

Lindos demais! Só tenho agradecer.
Ser pai e mãe de bailarina é isso. Não pasta só assistir, tem que participar e acompanhar.