Estilos de danças folclóricas

O folclore estava muito presente na dança e na música. Muitos ballets tem raízes antigas de danças folclóricas estilizadas



Mazurca

Uma dança tradicional de origem polaca, feita por pares formando figuras e desenhos diferentes, em compasso de ¾ e tempo vivo. Característico é o ritmo pontuado, com acento típico no 2º e 3º tempo do compasso. A mazurca é semelhante à oberca, que é uma variante muito rápida. A mazurca era frequentemente utilizada pelos compositores da Polónia da era romântica, como Chopin, Moniuszko ou Wieniawski.

Na Polónia já não se dança a mazurca, mas em Cabo Verde ainda hoje é dançada e tocada em quase todas as ilhas com incidência nas de Santo Antão, São Nicolau e Boavista. No Fogo existe o rabolo, que é uma variante da mazurca. Tornou-se também tradicional dançar-se mazurca no condado de Nice na França.


Gavota

Uma dança popular de origem francesa dos séculos XVII e XVIII.1 Esta dança parece ter se originado no Delfinado (Dauphiné, nome de uma antiga província da França). Era muito popular na corte de Luís XV e Luís XVI, reis de França. O ritmo da gavota se baseia em um compasso a quatro tempos bem marcados e começando no terceiro tempo do compasso. A linha melódica da gavota deve ser clara, elegante e refinada, com acompanhamento tão sutil e refinado quanto a linha melódica principal. Entre os compositores que se dedicaram a esta forma de dança estão Bach, Padre Martini, Handel, Gluck e Puccini.



Sarabanda

(do francês sarabande, por sua vez derivada do espanhol zarabanda) é uma dança em compasso ternário (geralmente 3/4 ou 3/2) e andamento lento. Antiga dança popular da Espanha e suas colônias. Tornou-se uma dança processional lenta quando chegou à corte francesa, no século XVII. Chegou ao Brasil em meados do século XIX, com a vinda da corte portuguesa. Segundo Mestre Júlio Faitão, Sarabanda é uma Localidade do Norte da Guiné, um ex-território do Império Português, donde deve ter Origem a Forma Musical Sarabanda, recolhida pelos Missionários Portugueses aquando da Era da Evangelização, levada a cabo pelos Marinheiros do reino de Portugal.



Chula

A chula é uma dança popular e género musical de Portugal de andamento ligeiro e de ritmo bastante marcado por um tambor conhecido por zabumba, por triângulo e chocalhos, originária do Alto Douro. O canto é acompanhado por rabecas, violas, sanfonas e percussão. A chula foi importante influência para o surgimento da grande maioria dos ritmos nordestinos e da Chula (Rio Grande do Sul) no Brasil.1 O rei do baião, Luiz Gonzaga em um depoimento disse que o conjunto instrumental do baião como triângulo, zabumba, sanfona, veio da chula de Portugal.2 Portanto, a Chula se tornou a origem rítimica e melódica do próprio "Forró".



Minueto

Minueto ou minuet é uma dança em compasso de 3/4, de origem francesa, ou uma composição musical que integra suítes e sinfonias. De origem aristocrática, o minueto foi muito popular na corte de Luís XIV, difundiu-se pela Europa nos séculos XVII e XVIII.1 É uma dança caracterizada por ser alegre e dançante.

O nome significa "dança de passos miúdos" (menus), caracterizada pela delicadeza dos movimentos.2 Tornou-se hábito dos compositores incluírem minuetos nas suas obras instrumentais em forma de sonata, incluindo-se sinfonias e peças de música de câmara. Embora originalmente fosse uma dança elegante e graciosa, este rótulo às vezes é enganoso. O minueto da Sinfonia no. 40 de Mozart, por exemplo, nada tem de elegante nem gracioso, mas exprime um grande sentimento de angústia.

Entre os compositores que se destacaram nesta forma, encontram-se Bach, Haydn, Mozart, Beethoven, Paderewski.



Polca

A Polca é uma dança popular oriunda da República Tcheca, da região da Boêmia. No século XIX esta região fazia parte do antigo Império Austro-Húngaro. A dança foi introduzida nos salões europeus da era pós-napoleônica com o atrativo da aproximação física dos dançarinos, ao prever duas possibilidades de evolução do par enlaçado: rodeando (um giro após seis passos, com meio giro no terceiro, e outro depois dos três últimos), ou, mais animadamente, com rápidos pulinhos nas pontas dos pés. Tudo dentro de um compasso binário simples, de movimento em allegretto, cujo ritmo à base de colcheias e semicolcheias, com breves pausas regulares no fim do compasso, permitia aos pares as novas possibilidades de aproximação dos corpos que viria a chamar popularmente de dançar agarrado.

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