Cisne Negro Cia. De Dança celebra 38 anos no CCSP e faz apresentação para cegos

Entre os dias 22 e 24/05, Cisne Negro Cia.de Dança, considerada uma das melhores companhias contemporâneas do país faz curta temporada na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo e apresenta duas coreografias: SRA. MARGARETH – EXCERTOS DE MONGER e TRAMA. No dia 24/05, domingo, vai acontecer uma apresentação especial para cegos com audiodescrição, que amplia o entendimento de pessoas com deficiência visual por meio da descrição sonora de aspectos visuais de um filme, espetáculo teatral, dança etc. Cenários, figurinos, linguagem corporal, tudo é descrito entre as falas das personagens. Geralmente, a audiodescrição já está gravada e o espectador deverá usar um fone de ouvido para acompanhar o espetáculo.

A Cisne Negro Cia. De Dança recebeu vários prêmios e foram apresentados na Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Uruguai, Paraguai, Argentina, Alemanha, Moçambique, África do Sul, Chile, Tailândia e Colômbia, além de vários estados do Brasil. A companhia nasceu de uma circunstância especial: sua diretora artística, Hulda Bittencourt, juntou as alunas do já famoso Estúdio de Ballet Cisne Negro com alguns atletas da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP). A aproximação desses dois universos deu ao grupo sua principal característica: uma dança espontânea, energética, viril e de grande qualidade técnica e artística. Uma dança laureada por diversos prêmios.
Os trabalhos da companhia inserem-se dentro do panorama contemporâneo da dança ocidental, e conseqüentemente, desde o início, trabalha com coreógrafos inovadores e jovens, um trabalho construído com profissionalismo e paixão. Dentro de sua filosofia encontram-se a originalidade, a tradição e a preocupação de formar novas plateias, buscando públicos capazes de apreciar a inovação e a beleza.
Segundo a bailarina Andrea Thomiola, curadora de dança do Centro Cultural São Paulo (CCSP), “trazer a Cisne Negro Cia de Dança, com seus 38 anos de existência, de volta pra cá e com a audiodescrição no espetáculo de domingo, além de uma programação muito especial, é a nossa oportunidade de celebrar o mês de aniversário do CCSP dançando!”

Coreografias:

SRA. MARGARETH – EXCERTOS DE “MONGER” é uma adaptação de Barak Marshall para a CISNE NEGRO CIA. DE DANÇA. “Monger” é um trabalho de dança-teatro para 10 bailarinos e conta a história de um grupo de funcionários, preso no porão da casa de uma patroa abusiva. Nesta obra, o movimento de Marshall é físico, afiado, rápido, com argumentos étnicos contemporâneos, altamente emotivos, visuais e teatrais. Na trilha musical da obra Monger, Barak combina elementos da música cigana e do sudeste europeu, passando pela música clássica e rock. Monger explora as dinâmicas de poder, hierarquia, livre arbítrio e os compromissos que são necessários para sobreviver. A estrutura da peça de narrativa é traçada a partir de várias fontes, incluindo a vida e a obra de Bruno Shultz e Jean Genet “As Criadas”. “Barak Marshall é um verdadeiro autor, exaltante coreógrafo de estilo forte e estilo único. Seu fervente trabalho muscular e original é executado por excelentes bailarinos e por uma força interna e inteligente, que se mescla com sua eloquência que é cativante” (LE NOUVEL OBSERVATEUR). Nascido e criado em Los Angeles, Barak é filho do aclamado bailarino, coreógrafo e músico Margalit Oved. Desde sua acidental entrada na dança em 1995, Barak tornou-se um dos maiores inovadores da dança israelense.
“TRAMA”, nas palavras do coreógrafo o significado de TRAMA: “Neste Brasil mestiço, misterioso e mágico, todos os retratos são tendenciosos, parciais ou comprometidos, observando os brincantes e suas brincadeiras, as festas populares, os folguedos, seus personagens místicos, criam danças que revelam um pouco desta complexa TRAMA de simplicidade, que mostra o transcendente e o contagiante caminho da alegria neste país”. (Rui Moreira).

Rui Moreira é considerado pela crítica especializada como um dos mais representativos bailarinos brasileiros. Iniciou sua trajetória em São Paulo, tendo passado pela Cisne Negro Cia. de Dança. Ao longo dos 13 anos em que dançou no renomado Grupo Corpo, Rui Moreira tornou-se um bailarino símbolo não só da companhia mineira, como também do Brasil. Ele agora desenvolve um repertório próprio de sua autoria, além de coreografar também para outros grupos de dança. A carreira independente de Rui já soma várias realizações. Na transição de criatura a criador ele vem demonstrando especial sensibilidade com a cultura brasileira, cuja diversidade vem transformando em principal fonte de inspiração.

Ficha técnica:

1.    SRA. MARGARETH – EXCERTOS DE “MONGER” (2013) – 33:12”

Música: Diversos Autores
Coreografia: Barak Marshall
Assistente de Coreografia e Remontagem: Osnat Kelner
Luz: Cristiano Donizete Paes e Dany Bittencourt
Elenco: Cisne Negro Cia de Dança

2.    “TRAMA” (2001)


23:45´´
Coreografia: Rui Moreira
Música: Lenine, Marco Suzano, Mestre Ambrósio e temas da coletânea “Música do Brasil”
Projeto de Luz: André Bottó
Cenário: Hilal Sami Hilal
Figurinos: Eduardo Ferreira
Gravação Trilha Sonora: Estúdio Murillo Correa
Elenco: Cisne Negro Cia de Dança

Rui Moreira

Considerado pela crítica especializada como um dos mais representativos bailarinos brasileiros, Rui iniciou sua trajetória em São Paulo, tendo passado pela Cisne Negro Cia. de Dança. Ao longo dos 13 anos em que dançou no renomado Grupo Corpo, Rui Moreira tornou-se um bailarino símbolo não só da companhia mineira, como também do Brasil.
Com sua técnica e expressividade, passou a ser reconhecido até mesmo no exterior como o intérprete brasileiro por excelência, capaz de ser solista com identidade mesmo no mais homogêneo dos elencos. Em junho de 1999, no entanto, Rui inaugurou nova fase. Desligou-se do Grupo Corpo para dedicar-se à carreira de criador, à frente da Cia. Será Quê?, que desde 1993 mantinha como atividade experimental paralela. Ele agora desenvolve um repertório próprio de sua autoria, além de coreografar também para outros grupos de dança. A carreira independente de Rui já soma várias realizações. Na transição de criatura a criador ele vem demonstrando especial sensibilidade com a cultura brasileira, cuja diversidade vem transformando em principal fonte de inspiração.

Barak Marshall

Nascido e criado em Los Angeles, Barak é filho do aclamado bailarino, coreógrafo e músico Margalit Oved. Desde o início de sua carreira em 1995, Barak tornou-se um dos maiores inovadores da dança israelense. Seu primeiro trabalho, “Aunt Leah”, ganhou o 1º Prêmio no Suzanne Dellal Centre’s Shades of Dance Competition. Em 1998, seu trabalho “Emma Goldman’ wedding” foi apresentado no Bagnolet International Competition em Paris, onde foi premiado com louvor. Sua Companhia fez uma extensa turnê pela Europa incluindo perfomances na Lyon’s Bienale de la Danse, Paris’ Theatre de la Bastille e na Berlin’s Haus der Kulturen der Welt. Em 1999, o coreógrafo foi escolhido por Ohad Nharin como o primeiro coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, criando diversos trabalhos tanto para a Companhia Junior como para a Sênior antes de quebrar sua perna em 2001, quando deixou a dança. Em 2008, o Suzanne Dellal Centre contratou Barak para a criação de Monger – seu primeiro trabalho depois de 7 anos, que recebeu aclamadas críticas.
Em 2009 Barak foi convidado por Suzanne Dellal e a Ópera Israelita para criar Rooster, uma peça para 12 bailarinos e para um cantor de Ópera, Margalit Oved. Ambos os trabalhos foram apresentados em turnê por Israel, Europa, Ásia e Estados Unidos da América, incluindo perfomances em Montpellier Danse, Lyon’s Maison de la Danse, Dance Umbrella UK, the Sibiu Festival, Jacob’s Pillow, Switzerland’s STEPS Festival, Belgrade Dance Festival China, e também na Espanha, Romênia, Itália, Yuguslavia, Croácia, Ucrânia, Azerbaijão e Coreia do Sul. Seu último trabalho, Wonderland, encomendado por Suzanne Dellal Centre, estreou em Dezembro de 2011. Neste mesmo ano, Barak foi convidado para montar diversas novas obras, incluindo uma nova obra para o Ballet Jazz de Montreal e para a BODYTRAFFIC Dance Company, baseada em Los Angeles. Barak é formado em Ciências Sociais e Filosofia na renomada Universidade de Harvard.


Serviço:

22/05 a 24/05
Sexta e sábado, às 21h, dom., às 20h
Duração: 80 minuto(s)
Local: Sala Jardel Filho (321 lugares)
Preço: 10,00 – Classificação etária: Livre
Com audiodescrição para cegos somente no domingo, 24/05 (lotação: 30)


Centro Cultural São Paulo (CCSP)
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso (Próximo às estações Paraíso e Vergueiro do metrô)
Informações ao público: 3397-4002
Assessoria de imprensa: Zaira Hayek e Gustavo César de Almeida (estagiário) – (11) 3397-4063/4064
www.centrocultural.sp.gov.br
@CentroCultural | fb: CentroCulturalSaoPaulo
Fotos e entrevistas:
Fernanda Sáfadi (produção) e Dany Bittencourt, diretora artística da Cisne Negro Cia . de Dança
cisnenegro@cisnenegro.com.br – (11) 3813-4966 / 9 7431-7310