A BAILARINA E O TUTU



Uma das coisas que mais encanta em uma bailarina clássica, sem dúvidas é a roupa. O tutu (pronuncia-se "titi" ou "too-too") é a vestimenta utilizada por bailarinas. Alguns consideram apenas a saia como sendo o tutu e outros consideram todo o vestido. O propósito do tutu se tornou estético, para apresentar a ilusão de que a dançarina estava flutuando em uma nuvem, permitindo que a platéia veja completamente os movimentos de pernas e pés.

Da corte para o teatro

Quando o Ballet deixa as cortes e começa a ser apresentado em teatros, ele passa por reformas e inovações. Os figurinos femininos, que antes contavam com vestidos de corte que chegavam até o chão foram encurtados. 


Antes do tutu

No início do ballet, a dança era um passatempo social em que os dançarinos usavam suas próprias roupas. Após o francês Luis XIV estabelecer a Academie Nationale de Musique et de Danse, em 1661, as técnicas de ballet cresceram em complexidade, exigindo roupas especializadas. Para não mostrar muito durante os movimentos que fazem a saia rodar, camadas de precaução eram usadas. No final do século XVII, a popularidade continuada do ballet como forma de dança levou a mudanças nas roupas usadas. Saias mais curtas e a invenção de trajes justos de malha permitiram que os dançarinos tivessem mais liberdade de movimentos.

Marie Camargo a “mãe do tutu”


Bailarina belga, Marie Camargo
(Marie Anne de Cupis de Camargo)

Conhecida por ser muito rápida e pelo seu trabalho ágil de pés em saltos e baterias.
Conseguia realizar passos como o cabriole, até então executado apenas por bailarinos.

Ela encurtou a própria saia, permitindo maior movimento às bailarinas e deixando mais visível seu trabalho de pés.

Marie Taglioni e o primeiro tutu romântico

Marie Taglioni nasceu em 1804 em Estocolmo, Suécia, em uma família dançante.

Filha de Filippo Taglioni, Marie Taglioni imortalizou esse tipo de roupa ao se apresentar com um vestido com corpete apertado e uma saia de várias camadas em sua aparição no Ópera de Paris no Ballet La Sylphide (1832).

A este vestido foi dado o nome de tutu romântico, por conta da época em que ele surgiu.

Mais tarde, o vestido de estrutura parecida começou a ser usado em outras montagens e passou a ser o “padrão. 

E foi ficando mais curto…

Cerca de 50 anos depois, ele foi ficando mais curto. Estima-se que o nome tutu foi dado aproximadamente em 1880, quando a bailarina italiana Virginia Zucci usou pela primeira vez um tutu mais curto, e mais leve, acima dos joelhos.

Por que este nome?

A palavra "tutu" tem suas origens na plateia do teatro. Aqueles que compravam bilhetes mais baratos sentavam-se em uma seção localizada na parte inferior do teatro.

Esta área deu ao expectadores sentados ali uma visão diferente do que o resto do público, eles poderiam ver muitas vezes sob as saias das bailarinas. Isso levou a muita conversa e, eventualmente, a gíria francesa para esta parte da bailarina se tornou "tutu".

Tipos de tutu







Tutu de ensaio

Os tutus de ensaio, normalmente são só a saia do tutu, sem bordados ou acabamento.

A maioria das vezes nas cores branca ou preta, só no tule, usados para ensaiar com o vestido sem precisar usar o figurino e não correr o risco de acontecer algum imprevisto com sua roupa.

Muito utilizados em exames e em ensaios para pas de deux, onde se tornam indispensáveis.

Se você vai dançar de tutu, é interessante que acostume-se com ele antes.



Transportando seu tutu

Cuidado ao transportar seu tutu, principalmente se ele tiver aro. É interessante que tenha um porta-tutu, que nada mais é do que uma bolsa especial que irá proteger seu vestido. Nunca dobre-o! O ideal é que ande sempre com ele aberto.

Lavando seu tutu

Em algumas lavanderias você consegue lavar seu vestido sem estragá-lo. Muito cuidado, escolha uma lavanderia de confiança, verifique a possibilidade de lavarem sem estragar o figurino, principalmente quando falamos de tutus bordados. A lavandaria vai te entregar com um saco plástico, bom para você guardar o tutu enquanto não usa.
Bom, é isso. Espero que tenham gostado.
Cuidem bem de seus tutus!