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11/04/2014

O futuro me diz vem - A história de Christine White

A história de Christine White ea jornada em busca de seu sonho de se tornar bailarina aos 50 anos.

Um filme produzido por Motin Filmes e Simpatia Pictures. 

Filmado com câmera Canon 5D Mark III. e Canon 24 milímetros 1,4 e 85 milímetros 1 lente

Dirigido por Bruno Yoguy e Ronaldo Land.


Depoimento da Christine White no Blog da Loja AnaBotafogo

Este filme, feito em março de 2014, é um regis­tro do momento em que me encon­tro, nos meus esfor­ços para me tor­nar bai­la­rina, na meia-idade.
Como sabem, come­cei aos 50 anos. Estou com 52, agora, e nunca tinha cal­çado uma sapa­ti­lha de ponta, até os 51, embora sonhasse (e con­ti­nue sonhando) com isso o tempo todo.

Técnica de Alexander e sapa­ti­lha de ponta, o que uma coisa tem a ver com a outra? TUDO. Este vídeo é prova disso.

A Técnica de Alexander é um método extre­ma­mente efi­caz de cons­tru­ção de equi­lí­brio, se é que posso resumi-la assim.

Sabe, quando se começa balé tão tarde, den­tre as tan­tas des­van­ta­gens que pre­ci­sa­mos enfren­tar, pelo menos de uma coisa pre­ci­sa­mos tirar pro­veito: a MATURIDADE, nossa van­ta­gem natural.

Maturidade para per­ce­ber, por exem­plo, que exis­tem for­mas de con­tor­nar difi­cul­da­des des­ne­ces­sá­rias, e uma delas é a fron­teira psi­co­ló­gica que separa nos­sos pés de uma sapa­ti­lha de ponta.
Sim, além da difi­cul­dade obje­ti­va­mente física, existe, numa sala de aula de balé, toda uma aura em torno da sapa­ti­lha de ponta. A sapa­ti­lha de ponta é o emblema de uma con­quista, de uma situ­a­ção de “supe­ri­o­ri­dade”, etc. e tal.

Daí, de posse de sua matu­ri­dade, você tira a sapa­ti­lha de ponta desse con­texto aris­to­crá­tico e vai fazer os seus pri­mei­ros esfor­ços numa aula onde ela não tem um peso adi­ci­o­nal. Aliás, cos­tumo dizer ao Roberto Reveilleau, esse incrí­vel pro­fes­sor de Técnica de Alexander, que per­cebo nele um quase des­prezo pela sapa­ti­lha de ponta, e adoro isso.

NUNCA ousei usar a minha sapa­ti­lha de ponta na aula de balé. Puro cons­tran­gi­mento. No entanto, con­sigo não só ficar em pé, como cami­nhar com ela. Um pas­si­nho depois do outro, com uma imensa difi­cul­dade, mas vou.

Aprendo tanto sobre como usar o corpo de uma forma estra­te­gi­ca­mente inte­li­gente, redu­zindo esfor­ços, que digo que a Técnica de Alexander é a minha arma secreta, rs. Equilíbrio físico que leva a mui­tos outros equilíbrios.

Quanto ao for­ta­le­ci­mento físico de tor­no­zelo e pé como pre­pa­ra­ção para a ponta, o Pilates tem sido fun­da­men­tal. Aliás, faço Pilates com a sapa­ti­lha de ponta, lá na Sauer, como vou con­tar, aqui, em breve. Por ora, fica esse enorme beijo e um sin­gelo con­vite: vamos para a ponta?

Como jornalista, Christine White trabalhou em grandes veículos de comunicação, no Brasil e nos Estados Unidos, até decidir, aos 50 anos, realizar um sonho antigo: tornar-se uma bailarina. E de técnica refinada. Aqui, ela relata o dia-a-dia da transformação que tem vivido desde janeiro de 2012. E com o mesmo apetite pela informação que marcou sua vivência como repórter, ora numa CNN, ora numa Rádio Jornal do Brasil; Christine encontra agora novos caminhos para seu aprendizado "tardio" do ballet, e divide conosco seus achados. Espero q esteja a contento e seja útil para o público. Obrigada pela oportunidade! Bjs,
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