O pensamento disfuncional da comparação - Por Maria Cristina Lopes

Bailarinos possuem um intenso amor pela dança o que faz com que se dediquem horas e horas a ensaios e aulas. Mas muitas vezes se esquecem de se cuidar por dentro. Se esquecem de cuidar de suas emoções e pensamentos. Afinal, todos temos pensamentos disfuncionais que acabam por provocar emoções negativas. Um tipo de pensamento disfuncional muito comum é o da comparação.

Estamos constantemente nos comparando com outros. Em geral essa comparação é limitada em alguns grupos, por exemplo: nossos iguais (colegas de aula) ou de pessoas que se sobressaem (bailarinos famosos, solistas de destaque, primeira bailarina, etc.). Esquecemos-nos de fazer uma comparação mais ampla, realista e justa para nós.  Vou te dar três dicas para diminuir este tipo de pensamento disfuncional.
1 - Compare-se com si mesmo.
Sempre que perceber que está se comparando lembre-se de se comparar consigo mesmo. Faça pequenas metas e após atingi-la parabenize-se pela superação.  Faça 3 perguntas básicas: “eu consegui subir alguma etapa desde o mês passado?” “eu consegui subir alguma etapa desde o semestre passado?” “eu consegui subir alguma etapa desde o ano passado?”
2 - Reconheça suas forças e qualidades!
Quando vemos o mundo pelos óculos da negatividade paramos de enxergar o positivo. Às vezes isso ocorre por uma causa nobre: queremos tanto ser bons que ficamos atentos a tudo de ruim para podermos nos livrar daquilo imediatamente. Mas a realidade é que acabamos nos sentindo muito mal e acabamos encontrando algo errado mesmo nas coisas positivas. Quando só vemos coisas negativas precisamos nos esforçar para ver também as positivas. Faça uma lista sobre suas características e preencha os dois lados: o negativo e o positivo.
3 – Aceite-se!
Perceba que todos têm desejos de melhorar e que todos têm pontos positivos e negativos. E que as coisas são como são. Aceite-se para depois tentar superar-se. E não o contrário. Muitas vezes achamos que após a superação virá a aceitação. E posso dizer que isso não acontece com tanta frequência. Aceite-se.
Aceitar-se não se trata do que: quero ser, nem...
Como gostaria que fosse
Eu gostaria que fosse
Imaginei que poderia ter sido
Trata-se das coisas como são
Aceitar-se é sobre o que se é

Refletir sobre a minha vida e levar adiante

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