Entrevista Exclusiva - Luiz Arrieta

Hoje o Mundo Bailarinístico fala com LUIS ARRIETA. Coreógrafo, bailarino, professor, pesquisador. Diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo por 2 vezes, com mais de 150 criações de estilo inconfundível, trabalha com as mais importantes companhias do Brasil, atuando também na América Latina, Estados Unidos e Europa em montagens e turnês.


Como a dança começou a fazer parte da sua vida e em que momento percebeu que ela permaneceria com você?
Nasci numa casa de poucas palavras, onde gestos e movimentos têm profunda importância na comunicação.
A observação silenciosa me fez descobrir o tesouro oculto no movimento.
Por outro lado, minha ascendência indígena e basca, acredito, imprimiram em mim a admiração e o desejo pela dança desde cedo.

Em mais de 40 anos de profissão o que citaria de vantagens e desvantagens de escolher a dança como profissão?
Valores como vantagens ou desvantagens não pertencem ao mundo de atividades como a dança.

Como é o seu processo de concepção coreográfica? Suas técnicas e inspirações?
Cada trabalho possui seu próprio processo, que no fundo é estar presente no que se está fazendo.
As inspirações é o próprio estar presente, atento, ouvindo o universo, que é pleno de beleza, vida e movimento.
As técnicas/aulas que estudei e estudo sempre são grande auxilio para o oficio.


Entre mais de 150 obras, existe alguma que prefere? Se sim, por qual motivo?
Cada trabalho realizado é necessário para o aparecimento do próximo.
No fim, todas as composições são uma só.
Algumas aparecem menos, são menos barulhentas, passam despercebidas pelo público, mas podem ser fundamentais para a escrita seguinte.
Outras pelo contrário, podem ter mais "sucesso", podem ser mais facilmente digeridas pelo público.
O ego nos faz amar o sucesso, mas o amor nos faz reconhecer aquilo que silenciosamente o sustenta.

O que acredita que deve ser a principal característica de um bailarino?
Profunda curiosidade pela maior graça recebida da vida: o movimento.

Para você a dança é:
Mudança.

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