Entrevista Exclusiva - Daniela Severian

Hoje o Mundo Bailarinístico entrevistou a Daniela Severian. Nasceu em São Paulo, estudou ballet em diferentes métodos, como bailarina foi premiada em festivais nacionais e internacionais, foi primeira bailarina e bailarina principal em cias, também foi bailarina convidada das mais importantes noites internacionais de gala. Em 2007, estreou como coreógrafa. Além de sua experiencia professional como bailarina, Severian vem aprofundando seu conhecimento em dança, educação e metodologia, bem como em outras disciplinas que envolvem o estudo do corpo. Como mestra Severian tem sido convidada para ministrar aulas de ballet em renomadas escolas e companhias de dança. Desde maio de 2015 é maitre de ballet na Sao Paulo Cia de Danca além de atuar como artista, coreógrafa e maitre de ballet de forma independente. Apreciem a entrevista.


Daniela, o que te levou a dançar? Quantos anos você tinha na época?
 Aos 4 anos de idade iniciei minha formação em dança por iniciativa de minha mãe que observou em mim uma noção de ritmo precoce para a idade e ainda uma imensa alegria e entusiasmo ao dançar.

Quais modalidades de dança você já teve a oportunidade de aprender?
Em minha formação, e acredito que em dança o estudo e a apredizagem acompanham toda uma vida.  Estudei o ballet clássico e suas diversas metodologias (Royal Academy, Vaganova, Método Cubano e Escola Francesa). Estudei técnicas de dança moderna como a de Marta Graham e a de Isadora Duncan.  Mais tarde também aprendi alguns dos fundamentos do Tango Argentino.

Como se sente tendo ganhado tantas premiações com sua dança e dançado em tantos países?
Todos os prêmios que conquistei ao longo de minha carreira tiveram um significado muito importante para mim e atuaram no sentido de acrescentar motivação ao meu empenho diário além de representar o reconhecimento do meu trabalho e da maneira como eu o apresentava.  Dançar em diversos países foi em primeiro lugar a realização de um sonho de menina que desde muito cedo afirmava que levaria sua dança para ser vista em diferentes partes do Globo.  Além de ter recebido grande aprovação do público e da crítica dos lugares onde atuei, estas vivências também serviram como estímulo para que eu seguisse com persistência e dedicação o meu trabalho.  Assim, me sinto recompensada pelos meus esforços, mas me sinto verdadeiramente uma pessoa privilegiada por ter podido levar alegria e beleza para tantas pessoas em tantos lugares e culturas diferentes e ter feito rir, chorar, pensar...enfim, ter tocado as pessoas em suas emoções.  Mas, acima de tudo a minha experiência somente comprova que com disciplina e determinação pode-se chegar longe.
Além da própria dança, o que mais inspira seu trabalho? (Podem ser pessoas, outras profissões)
A música é para mim uma grande fonte de inspiração, mas muitos de meus colegas de trabalho sempre me inspiraram assim como outros artistas com os quais dividi a cena também o fizeram. Perceber e aceitar as qualidades dos demais é algo que proporciona um enorme aprendizado.  Meus ensaiadores também foram fontes de inspiração, recebi dos mesmos cada informação e conhecimento com gratidão e entusiasmo. Também o teatro, o cinema, exposições e livros fazem parte das minhas fontes.

5) Aqui no blog recebo perguntas de pessoas sobre dar nome para suas coreografias.Teria dicas?
Esta é uma questão difícil, pois não acredito que exista uma fórmula para dar nomes aos trabalhos coreográficos.  Sem dúvida, a pesquisa sobre o trabalho, seja sobre a temática, a trilha ou o que se quer comunicar ao público podem sugerir ideias para entítular a obra.

Atualmente, você destacaria quais trabalhos em dança, tanto no Brasil, como fora dele?
Tive o orgulho e a grande oportunidade de ver atuações no exterior de companhias brasileiras de exelência como o Balé da Cidade de São Paulo, A Cisne Negro Cia de Dança, a São Paulo Cia de Dança e o Grupo Corpo e presenciar o reconhecimento internacional das mesmas após grande êxito. Também, ao longo de minha carreira pude observar lindos bailarinos brasileiros dotados de muito talento dentro e fora do país. Então, gostaria de destacar a dança no Brasil, não de forma nacionalista, mas com o sincero desejo de ver o trabalho em dança no Brasil sendo reconhecido e valorizado, aqui onde ele é produzido e nao só pelos cidadãos brasileiros, mas também pelos próprios profissionais do meio.

Você tem alguma mania bailarinística?
Com certeza devo ter muitas. Como apanhar algo do chão de pernas esticadas???

Para você dançar é:
Evoluir como ser humano na companhia da música e do movimento. Uma forma linda e privilegiada de viver.

❤ Daniela Severian - Kitri variation - Don Quixote III Act



❤ Leia outras entrevistas exclusivas do Mundo Bailarinístico - clicando aqui

Comentários

FALE COM O MUNDO BAILARINÍSTICO

Nome

E-mail *

Mensagem *