Entrevista Exclusiva - Fabiana Ikehara

Hoje nossa Entrevista especial é com a bailarina Fabiana Ikehara. Começou seus estudos com 3 anos em uma academia que chamava Simone e Dance. 
De lá foi para outra escola que se chamava Academia Paula Firetti, onde ficou até se formar. No meio dessa jornada com Paula prestou audições para a Escola Municipal de Bailados e conciliava as duas escolas juntas. Foi para Joinville, para o seminário de Brasília e alguns outros festivais pelo Brasil!
Ao completar 18 anos em 2008 fez audição pra a São Paulo Companhia de Dança onde trabalhou por 6 anos! Em 2014 eu entrou para o Balé da Cidade onde trabalha até hoje! 
Já dançou grandes nomes da dança como George Balanchine, Willian Forsythe, Jiri Kylian, Marco Goecke, Nacho Duato, Alexander Ekman, Itzik Galili, Mauro Bigonzetti e Cayetano Soto. 


"Olá mundo Bailarinistico! 
É um prazer pra mim responder pra vocês! Eu que agradeço!"


1) Começou a dançar tão pequena, quais lembranças você tem das aulas? Ao seu ver,  começar ainda criança é importante?

Lembro que era uma academia de bairro com muitas alunas, todas maiores que eu, eles me chamavam de mascotinho. 
Talvez começar tão cedo não seja necessário. Com 6 ou 7 acho uma idade ótima, não digo que foi um tempo desperdiçado, pois a disciplina que eu tenho para a vida hoje com certeza foi porque eu construí desde pequena, mas 7 anos e uma idade que você consegue assimilar mais as coisas, e talvez seja mais fácil. 

2) Quais momentos mais marcaram sua formação na EMB? 

Além de construir uma vida dentro da escola, o meu ano de formatura foi o mais importante. Vivi um ano lindo, cheio de histórias com meus amigos, criamos ainda mais laços, criamos cumplicidades, levo eles sempre comigo nas memórias, de tarde inteiras com eles nas aulas, criando projetos, brincando nos corredores. Esse certamente foi o ano mais feliz e mais marcante da minha história ali. 

3) Consegue descrever a sensação de ser premiada no Festival de Joinville?

Dançar no festival para mim foi uma das histórias mais emocionantes. 
Primeiramente porque meu vídeo não tinha sido aprovado. Mas uma amiga tinha ganhado no ano anterior, só que ela tinha mudado de categoria, então eu acabei indo na vaga dela. 
Fui sem esperança alguma, e na saída do hotel para o teatro, eu olhei para a minha professora e disse chorando, não quero ir! Estou morrendo de medo! Ela me olhou e disse, você já está aqui, não vou deixar você desistir agora! Então fui e dancei...e parecia um sonho...tudo parecia uma história passando pela minha cabeça...todos os ensaios...tudo deu muito certo! Foi uma energia inexplicável. E quando tudo acabou eu fui agradecer... E as pessoas aplaudiam e batiam os pés no chão... Eu fiquei tão emocionada! 
Quando fui para a feira da sapatilha as pessoas me paravam e perguntavam da onde eu tinha vindo... Que eu tinha sido incrivelmente linda! Fiquei impressionada com aquilo... E foi tão gratificante ouvir os elogios que até hoje não sei explicar direito como foi emocionante tudo aquilo. 

4) Conte-nos como foi o processo para entrar na SPCD

Quando eu completei 18 anos fiquei sabendo que 15 dias depois teria uma audição para a formação de uma nova cia em SP! Paula Firetti me incentivou a ir, pois nunca tinha feito uma audição, e aquilo seria um teste!
Então me inscrevi, e fui sem a menor pretenção, pois sabia que teria umas 850 pessoas ou mais ao total de todas as cidades! 
Então fui... E passei da primeira fase... Liguei pra minha professora e disse... Passei! E ela... Então continue firme! 
Então eu fui... E passei do primeiro dia, eu estava aprovada para a final. 
Voltei para a final e fiquei até o final das audições! 
Então me pediram para esperar que gostariam de falar comigo! 
Quando eu entrei na sala, eles me ofereceram um contrato de estagiária! Na hora não sabia nem o que dizer, fiquei tão impressionada. Não esperava que um simples teste me levaria ao contrato de fato! 

5) Como é sua rotina bailarinística hoje em dia?

Eu acordo bem cedo e vou para a academia fazer alguns exercícios aeróbicos e preventivos para o meu físico! Dai que vou para a companhia. Faço uma aula de 1:30. Tenho 15 min de pausa! 
Aí ensaio das 10:45 às 13h, tenho uma pausa para o almoço das 13h às 14h e aí volto e trabalho até as 16h. 

6) Trabalhando numa cia, como enxerga o cenário bailarinístico para profissionais em dança no Brasil?

O Brasil ainda é um cenário muito escasso de cias grandes! 
Mas temos a sorte que muitas cias independentes estão surgindo para dar oportunidade a grandes profissionais. 

7) Para você dançar é:

Dançar para mim é tudo que eu sei fazer. 
Não enxergo minha vida sem dança, sem arte!
Dançar pra mim é vida! É minha vida!  


Obrigada Dryelle,
Foi um grande prazer! 
❤

Sigam a Fabiana no Instagram @fabianaikehara

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