Entrevista Exclusiva com o Bailarino Felipe Domingos

19 anos, formado em ballet clássico pelo Ballet Paula Gasparini, teve como mestres, importantes nomes da dança como: Paula Gasparini, Alexandre Fernandes, Eduardo Bonnis, Toshie Kobayashi, Laura Alonso, Tony Oliver, Sandra Saez, entre outros...Premiado nos mais importantes festivais de dança do Brasil além de prêmios de melhor bailarino. Premiado em 1° lugar no Festival de dança de Joinville de 2013 além da Becca para seletiva do Prix de Lausanne em Cordoba- Argentina. Dançou como 1º bailarino no Cuballet 2014 o ballet  "Paquita" com direção de Laura Alonso. Participou 3 anos consecutivos como solista do YAGP de New York recebendo bolsa de estudos para Princess Grace-Mônaco, American Ballet Theatre-New York, e New Zealand School of Dance, atualmente atua com bailarino na companhia Royal New Zealand Ballet falou gentilmente com o Mundo Bailarinístico e o resultado dessa entrevista você confere aqui


Conte-nos como a dança entrou em sua vida.

Eu sempre convivi com dança, meu tio é professor de jazz e ritmos em academias e foi através dele que tive meus primeiros contatos com dança, por volta dos três anos de idade...Mas só comecei a dançar realmente aos sete anos, em um grupo de dança que ele mesmo liderava em nossa igreja, a partir daí que comecei a me apaixonar e interessar por dança.

Lembro de você pequeno dançando pelo Ballet Paula Gasparini, o que diria da experiência na escola e qual a importância dos festivais competitivos em que participavam?

Eu cheguei no Ballet Paula Gasparini com 10 anos de idade, para fazer mais aulas de jazz com a professora do meu tio, Simone Lima. Depois de uma apresentação de meio de ano, a diretora Paula Gasparini, foi até o camarim e me ofereceu uma bolsa para aulas de Ballet em seu grupo infantil. No início eu não gostava muito e fui bem resistente, mas com o tempo fui me apaixonando cada vez mais, quando percebi só pensava em Ballet (haha). E foi lá que me formei, aprendi tudo o que eu sei, onde conheci profissionais maravilhosos que marcaram a minha vida e tive muitas oportunidades. Assim que comecei a fazer parte do grupo da Paula em 2007, passei a participar de vários festivas nacionais como Passo de Arte, Joinville, Vida ou Corpo, Enda, Cabo Frio e muitos outros, e com o tempo vieram também os internacionais. Todos os concursos que participei foram de grande importância para o meu desenvolvimento técnico e artístico, e a competição que sempre foi saudável só me acrescentou nos primeiros anos de Ballet, era uma coisa que minha professora sempre nos incentivou a fazer. E não importava muito o resultado (premiação) mas sim o crescimento e desenvolvimento era o mais importante.

O Festival de Joinville abre portas para muito talentos, como foi ter sido indicado ao Grand Prix de Lausanne através dele?

Foi uma ENORME surpresa, estava pela primeira vez na mostra competitiva, concorrendo com muitos outros talentos e realmente não esperava ser indicado. Receber essa indicação para a seletiva do Prix e também ao prêmio revelação do festival, abriram várias portas para o meu futuro com toda certeza. 

Qual seu sentimento em relação ao Grand Prix de Lausanne?

É uma das maiores competições para estudantes de dança, todos os grandes bailarinos já passaram por aquele palco. Acredito que seja realmente uma oportunidade de muda vidas pra sempre.

Em algum momento pensou em desistir?

Nossa, várias vezes (kkk ). Mas eu sou uma pessoa de muita fé, e sempre acreditei que se eu cheguei até aqui não foi por acaso. É uma vida difícil e cheia de desafios como qualquer outra, as dificuldades sempre vão surgir para te fazer olhar pra trás e desistir.



Hoje trabalhando no Royal New Zealand Ballet, conte pra gente como é viver longe de casa, num país tão diferente do seu e qual sua rotina como bailarino profissional.

Sou filho único, só por aí já pode imaginar o quando foi difícil morar sozinho, chorava todos os dias só de lembrar da minha família, queria fazer ballet o dia todo só para mudar o foco dos pensamentos e ocupar a mente, mas graças à Deus depois de um tempo me acostumei. O Royal New Zealand Ballet foi uma outra surpresa pra mim, estava no meu primeiro ano na New Zealand School of Dance ( bolsa que ganhei através do YAGP em 2014) e logo me foi oferecido um contrato. No meu dia-a dia em New Zealand eu acordo todos os dias às 7:15, tomo café da manhã, me arrumo saio de casa 8:15 e chego por volta das 8:30 na CIA. Faço meu pilates e alongamento e começo a aula de Ballet 9:30 até às 11:00, depois um ensaio das 11:15 às 13:30. Tenho uma hora de almoço (que passa voando) e volto para os ensaios 14:30 até às 18:00 com 15 minutos de pausa às 16:00. Agora que estamos nos preparando para a estréia de Giselle, trabalhamos inclusive aos finais de semana. É bem cansativo, mas é o que sempre desejei, fazer aquilo que amo e ainda ganhar dinheiro, sei que é estranho dizer isso mas não parece um trabalho...é diferente!

Qual seu maior desejo bailarinístico?

Amo "Romeu e Julieta" de Kenneth MacMillan. Acho que meu desejo bailarinístico seria dançar esse Ballet um dia, adoro a história e principalmente a música.

Para você dançar é:

Dançar é tudo pra mim, é onde me sinto completo e realizado. Faz parte da minha vida!

Obrigado pelo espaço e pela oportunidade!
Beijos!

Felipe Domingos

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