Entrevista - Yára Ludovico

Yara Ludovico cursou Ballet Clássico na EMB SP, estudou Royal Academy of Dancing e na Escuela Nacional de Ballet de Cuba. Como bailarina, fez parte do Corpo de Baile do Teatro Municipal de São Paulo e do Balé da Cidade de São Paulo, onde também atuou como assistente de coreografia. Como professora deu aulas em grandes escolas, entre elas no Ballet Ismael Guiser, na EMB e ballet Paula Castro. Além de ter sido Coordenadora de Dança do Theatro Municipal de São Paulo. Atualmente professora da escola municpal de artes e do balé da cidade de Taubaté, ela concedeu, gentilmente, uma entrevista ao Mundo Bailarinistico.


Em que momento da sua vida você optou pelo Ballet?
Comecei o balé muito cedo e no ano em que eu iria me formar na Escola Municipal de Bailado, foi fundado o Corpo de Baile do Theatro Municipal, hoje Balé da Cidade de São Paulo. Fiz a audição, fui aprovada começando aí minha carreira profissional.










Quais foram os professores e bailarinos que mais te influenciaram?
Tive vários professores e cada um deles deixou uma marca, um conselho, um incentivo, uma direção, uma aprovação. Aracy Evans com quem fiz vários anos na EMB foi a responsável pela minha audição para o corpo de baile; Johnny Franklin que nos forjou profissionais; Ismael Guiser, Clarice Abujanra, Yelle Bitencourt, Alphose Pollin, Klauss Viana, dna. Maria Mello e a mestra Halina Biernacka, entre tantos outros.


Muitos professores de ballet são reconhecidos por sua rigidez com os alunos. Lembro de você mais carinhosa, acredita que o equilíbrio entre as duas características é o melhor caminho?
Acredito no estímulo positivo. Cada aluno tem seu potencial, suas dificuldades e tempo de assimilação. A relação professor/aluno deve estar calcada em respeito mútuo, cumplicidade e paixão pela dança. Ser exigente sim, mas no momento certo, da maneira certa. 










O que cada aluno deixa dele em você?
Principalmente o amor pela dança. Muitos são os alunos, muitas as lembranças. Saber daqueles que permaneceram na área não tem preço, assim como manter o contato e ver que a dança deixou em cada um a disciplina, a coragem de se superar, de progredir, com sensibilidade aguçada. Em mim, eles deixam a alegria de vê-los amadurecer, o respeito e carinho dados e recebidos.

Como enxerga o futuro da Dança no Brasil?
Com otimismo. Desde que comecei na carreira vejo uma evolução extraordinária. Claro que existe ainda um longo e tomara constante caminhar nessa evolução. A classe aprendeu a lutar pelos direitos e oportunidades. Lutar sempre, para evoluir sempre. No nosso país é assim que funciona, então... Arregaçar mangas e lutar.










O que é a Dança para você?
Minha profissão; minha paixão! Precisar dizer mais? Me sinto privilegiada por viver e ter construído minha família tirando o sustendo da arte que amo.






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