Casal de bailarinos brasileiros se destaca no Bolshoi da Rússia

Erick Swolkin e Bruna Gaglianone enfrentam rotina árdua e grande concorrência
Os bailarinos brasileiros Erick Swolkin e Bruna Fernanda Cantanhede Gaglianone de apenas 25 anos são formados pela Escola Bolshoi do Brasil, localizada em Joinville (SC), e moram em Moscou, onde integram o Theatro Bolshoi da Rússia. O talento e a habilidade do casal garantiram a vaga na rara audição aberta a estrangeiros no teatro russo.

               O interesse de Erick surgiu quando tinha dez anos, após assistir a um vídeo do ballet “Spartacus”, onde viu o bailarino Vladmir Vassiliev dançar e, de imediato, se apaixonou pela expressão do artista, considerado um dos melhores do mundo. Já Bruna, por sua vez, praticava ginástica olímpica e só veio a se interessar de fato quando recebeu o Prêmio Galina Ulanova, em 2004.  
              Erick – paulistano –  e Bruna – maranhense –  se conheceram e começaram a namorar em 2008, na Escola em que os dois iniciaram os estudos do ballet. “Nós éramos muito amigos. Na verdade, nunca achei que namoraria com o Erick, porque não tem muitos homens héteros no meio da dança no Brasil e ele sempre se aproveitou muito disso (risos), então levava na brincadeira todas as indiretas dele, até que um dia ele disse que queria namorar comigo e eu disse que, para isso, teria que pedir para os meus pais (risos). E no dia do meu aniversário (30 de dezembro de 2008), ele me pediu em namoro e, a partir daí, começamos e estamos juntos até hoje”, revela Bruna.

               Em 2011, o jovem casal ingressou no Theatro Bolshoi da Rússia, uma das maiores companhias de ballet do mundo.  Eles foram os primeiros brasileiros a participar de um seleto e complexo concurso, onde somente cinco estrangeiros foram aprovados e passaram a fazer parte do Theatro. “Foi uma coincidência entrarmos juntos, mandamos o vídeo sem expectativa nenhuma", admite Bruna.

               No Theatro Bolshoi da Rússia, onde estão há quatro anos, os dançarinos apaixonados, seguem uma rotina árdua e bastante disciplinada. Atualmente, o Theatro tem em torno de 300 bailarinos e a concorrência é muito grande, “Temos sempre que mostrar trabalho e provar que podemos fazer todos os papéis”, conta Erick.

   Ambos visitam os parentes uma vez por ano em suas férias e como a carreira de um bailarino no Theatro dura 20 anos, eles não acreditam que voltarão para o Brasil tão cedo. “Não conseguimos pensar em quanto tempo vamos ficar, ainda temos muito o que aprender e crescer aqui em Moscou”, concluem os dois.   


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