Restrição alimentar: porque não devo fazer? - Por Danielle Fava

Olá bailarinos, como vocês estão? Hoje eu quero falar sobre um assunto muito sério, mas muito comum nas modalidades de dança, que é a restrição alimentar ou seja, deixar de comer para manter ou diminuir o peso.

As exigências que a dança requer de um bailarino são muitas, não é verdade? Bailarinos precisam de muitas aptidões físicas que, para serem aperfeiçoadas, precisam de uma composição corporal específica, preconizada por um corpo magro e esguio.

Tais exigências, porém, podem predispor os bailarinos a comportamentos alimentares inadequados e distorção da própria imagem corporal, deixando-os mais expostos a riscos de perda de massa muscular e gordura corporal, arritmias cardíacas, desequilíbrios hidroeletrolíticos, baixa imunidade e osteoporose, comprometendo o bom desempenho na modalidade. Diferentes estilos também podem ter maior ou menor relação, sendo o ballet clássico a modalidade que mais estimula peso baixo e restrições alimentares.

Quando se trata de crianças e adolescentes, o risco de carências nutricionais é ainda maior e pode comprometer inclusive o crescimento. Em adultos,

as restrições podem ocorrer não apenas pela estética da modalidade, mas, principalmente, pela busca do padrão de beleza magro, ditado pela sociedade e pela mídia, ocasionando prejuízos à saúde em geral e há maior risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares, já que cada vez mais o ballet adulto tem sido associado como uma modalidade que emagrece.

Então, a melhor solução é sempre manter uma dieta equilibrada, pois as restrições podem conduzir a desregulações metabólicas que implicam na morfologia corporal, na saúde e na performance artística comprometendo os aspectos físicos e biomecânicos específicos da modalidade. Além disso, quanto maior é o tempo de prática e maior a profissionalização, maior a probabilidade dos praticantes adotarem dietas restritivas e desenvolverem carências nutricionais.

Caso você precise emagrecer procure um nutricionista, preferencialmente que entenda de ballet ou que, pelo menos, seja um nutricionista esportivo. Muitos bailarinos até procuram atendimento nutricional, mas acabam desanimando quando percebem que as orientações recebidas não são consonantes com sua rotina, acarretando em baixa adesão. Então é muito importante procurar um profissional especializado para fazer o atendimento.

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Quem sou?
Dra. Danielle Fava é nutricionista formada pela USP, pós-graduada em Saúde da Família e pós-graduanda em Fitoterapia e Suplementação em Nutrição Clínica e Esportiva. Também é bailarina em formação pelo Ballerium Studio de Dança Michelle Regina. Pratica ballet clássico, jazz, dança do ventre, lyrical, street jazz e stilleto.
Consultório: Rua Antonio de Oliveira, 323 - Chácara Santo Antônio
Tel: 11 2864-9253

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